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Aqui expresso com liberdade meu pensamento crítico, opiniões e reflexões diante de coisas que para mim são importantes, como pessoa e como cidadão. Espero ter sempre algo a publicar aqui, além do que tenho para cantar nos CD´s, e que esse algo seja interessante para você também.
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Sérgio Lopes
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sábado, 23 de janeiro de 2016

MORRA A TEOLOGIA CRISTÃ!!




Theos, grego: Deus supremo; Logos, grego: estudo, palavra, teoria)
Português: TEOLOGIA: Estudo de Deus.

O “estudo de Deus” (o de Israel, e consequentemente o Deus cristão) é uma das mais flagrantes presunções intelectuais dos seminários cristãos, e tem seu fundamento na hipótese de considerar decifráveis, publicáveis e lecionáveis, assim como na matemática e no estudo do funcionamento do complexo organismo humano, os movimentos do caráter, dos atos, da vontade e do pensamento de Deus. A teologia, como gênero, se subdivide em tantas quantas sejam as religiões e suas divindades. Assim, existe a teologia budista, a teologia grega, a hindu, e outras tantas que estudam as criações mitológicas, folclóricas, de todas as divindades como fruto da imaginação ou da ansiedade antiga de povos milenares. Quando penso em teologia, penso na mesma superioridade que o homem imagina ter sobre os batráquios, insetos, vegetais e assim,  com seus instrumentos de corte e suas potentes lentes de aumento e outras tecnologias, dissecam-nos para em seguida relatar num compêndio científico todas as particularidades de funcionamento daquele ser como objeto de estudo.  Consigo imaginar a teologia aplicada a todos os deuses produzidos pela imaginação humana, mas não consigo vê-la aplicável, com natural sanidade, ao Único Deus verdadeiro, com uma consistente demonstração de sua existência, como é o caso do Deus de Israel. Seria Ele suscetível a essa possibilidade? Quando penso no Deus de Israel, seus feitos, seu poder e suas interações com a humanidade pecadora, consigo entender como nobre e necessária a teosofia, como o estudo sistemático de Sua doutrina e mandamentos, porém jamais a teologia. Quando penso em teologia cristã, imagino o Deus de Israel sendo considerado objeto de estudo da arrojada inteligência humana, esta que por mais impressionante que possa ser, dado sua criatividade incansável e sua capacidade de produzir o que sequer fora imaginável em séculos  antecedentes, desde as mais complexas aplicações da física nuclear quanto a mais intrigante obra de arte, é reputada pelo próprio Deus como sendo  uma pífia busca humana pelos seus limites e seu alcance, porém se revela em sua real insignificância, por exemplo, diante da impossibilidade de explicar e gerar um simples remédio para a cura da AIDS, a doença maldita que o próprio Deus, por meio das manifestações da natureza, com inalcançável sapiência e engenhosidade permitiu punir-se o sodomismo decorrente das mutações de costumes modernas, que rejeitam a natureza perfeita das criações divinas, e acolhem a perversão completa do que foi criado no plano original. “Deus não se deixa escarnecer, porque tudo que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7).

Mais patética ainda é ver a relutância dos homens pretensos eruditos em tentar definir as divergências entre a “teologia cristã clássica”, ou ortodoxa, e a “teologia cristã liberal”, numa soberba intenção de decidir, em seus compêndios, qual seria a apropriada como candidata mais indicada a traduzir o pensamento de Deus: a mais conservadora, com seus conceitos bíblicos predefinidos de certo e errado, ou a mais contextualizada, com suas conceituações indefinidas, que relativiza tudo, nada é certo, nada é errado, tudo é relativo. Os cérebros férteis desses “teólogos” (deviam envergonhar-se de sua pequenez para atribuir tais classificações) deveriam servir-se de seu profundo conhecimento bíblico, e recolher-se ao muito mais honroso e digno status de meros bibliólogos, téosofos, conhecedores históricos e espirituais de Deus, pois há um caminho que permite a esses dois conhecimentos convergirem num harmonioso propósito: consegue-se ganhar almas para o Reino sendo simultaneamente conhecedor histórico da bíblia e da teosofia e sendo um ser espiritual submisso ao Criador. Seria mais reverente e mais humilde. Mas não se pode convergir num mesmo caminho o homem que se pretende um ganhador de almas para o Reino, sendo conhecedor da história de Deus, mas um "teólogo" dissecador desse mesmo Deus como um objeto de estudo. Caminho perigoso. Facilmente propenso a produzir Mestres do ceticismo.  Querem "dissecar" Deus? Desistam! Impossível enquanto criatura dEle! Sujeitem-se a aprender o que seja “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. Será um bom começo, senhores “teólogos”!

Toda essa frenesi pela pretensa “teologia”  (cristã), e há quem se sacrifique pelo “doutorado em teologia” ocorre depois que, iludido com a própria inteligência e conhecimento, o homo sapiens, depredador da natureza em todos os seus aspectos, tanto a mundana quanto a divina, resolve “estudar” Deus para poder viver de ensinar quem Ele é. 

Muitos incapazes de introduzir-se no estudo acadêmico de outras ciências mais concorridas, que lhe exigirão mais aplicação e preparo intelectual, encaminham-se sem qualquer vocação espiritual para os “seminários teológicos” em que Deus deverá ser "dissecado" e redefinido por professores muitas vezes ateus ou agnósticos, tornados estéreis pelo vírus da profunda intelectualidade e do saber que, pretendendo-se teológico, tornou-se arrogantemente profano e estéril. Os intuitos, tanto de alguns dicentes quanto alguns docentes podem ser os mais pérfidos e sombrios. Muitos mestres são homens frios e sem fé, desligados de Deus e pretendendo contraditoriamente lecionar sobre Seus interesses. Muitos alunos vislumbram uma possibilidade de aprender a dominar o vernáculo para enriquecerem às custas de uma "profissão" que lhes permita arrecadar fundos financeiros livres da vigilância fiscal. Nada mais. Os poucos vocacionados sofrem por estar no meio desse voraz fogo inimigo! Os maus mestres e maus alunos são observados pelo próprio Deus com a mesma frieza com que o dissecam,  homens destinados a uma sepultura sem honra e sem sentido, pois decidiram por si mesmos afastar-se e também afastar da fé aqueles que buscavam apenas a penitência de um credo honesto, que culminasse na condução dos perdidos à salvação que para esses “teólogos” é uma grande piada histórica sem sentido.

Há professores que no primeiro dia de aula num seminário bradam com orgulho a frase: “Meu objetivo é fazer vocês desistirem de Deus!”. Relato de um amigo seminarista (graças a Deus hoje um humilde e dedicado pastor de ovelhas). Este professor citado que costuma repetir esta mesma frase a cada nova turma é “doutor em teologia”!

Os reformadores (os de boa fé) estremecem em seus túmulos! Calvino e Lutero chorariam de dor se pudessem ver em que os “estudantes de Deus” (teólogos) transformaram suas teses! O apóstolo Paulo enfartaria se pudesse ver o que fizeram com sua exegese, pois sendo doutrinador-mor da igreja nestes dois milênios jamais se pretendeu “teólogo” senão apenas um submisso expositor da vontade de Deus a partir de uma experiência particular que viveu no caminho de Damasco. Com tanta intimidade com Deus, julgou-se servo inútil, miserável! (Romanos 7:24). Se por divina revelação, o apóstolo nos trouxe a sã doutrina que resistiu inclusive aos inúmeros concílios, que mesmo tendo submetido os textos sacros às intervenções romanas, sob a inspeção e revisão de sacerdotes extremamente vigilantes,  a soberana vontade de Deus que nos foi legada nas escrituras “passou” incólume pelo rigor fiscalizatório e doutrinário de todos os cleros romanos, como claramente se percebe ao confrontar as bíblias traduzidas e publicadas incessantemente desde então, mas que contudo mantiveram as majestosas verdades que se lê em Êxodo 20:4 e I Timóteo 2:5, que tratam respectivamente sobre o perigo da idolatria e da unicidade de Cristo como caminho ao Pai.

A despeito de ver o apóstolo Paulo a rejeição dos judeus convertidos contra os gentios convertidos, por não terem estes precisado suportar as imposições mosáicas tradicionais, como a circuncisão, a dieta alimentar judáica e a guarda do sábado, destinadas de fato, pelo texto bíblico, somente aos descendentes de Abraão na promulgação do Sinai, Paulo de Tarso restringiu-se a investir nessa aproximação com fundamento nos ensinos do Mestre, que deixou claro a “desnecessidade” desses mandamentos antigos serem transmitidos para aquele que resolveu submeter-se à salvação pela graça, por meio da fé e da graça divina via sacrifício vicário (conforme tão claramente pregou Lutero). Dessa forma, não precisavam os gentios se submeterem ao sacrifício que inicialmente seria para os judeus. Tendo estes rejeitado o sacrifício vicário, a redenção se estendeu aos demais crentes, sem que contudo Cristo lhes renovasse, nem para os judeus convertidos nem para os gentios convertidos, as obrigações mosáicas da circuncisão, dietas e demais costumes de identificação hebráica, uma vez que abertamente instaurou um novo tempo em que a salvação pela graça dispensava o rigor e o sacrifício da lei! Eis o bom material de estudo! Então estude-se Paulo! Estude-se os motivos de sua irresignação com o rigor do farisaísmo em detrimento da pregação da graça! Estude-se o desenvolvimento histórico do povo de Israel! Estude-se sua influência cultural em cada continente! Estude-se inclusive a aplicação contemporânea e atual das doutrinas de Paulo! Estude-se o por quê da inexistência hoje dos milagres tão frequentemente operados nos tempos primitivos da igreja! Estude-se o alinhamento escatológico do velho e novo testamentos! Tudo isso é digno e relevante! Os nortes que orientam o cristianismo e suas reformas devem valer-se profundamente desses estudos, e para isso devem servir os seminários!  Mas classificar-se uma ciência como o “estudo de Deus” é de tal forma pretensioso que por uma premissa simples logo se denuncia, como a de que nesse caso, a criatura submete seu Criador a um estudo que lhe permita, a criatura, estar em posição de domínio e comando, como ocorre com qualquer outra “logia” empreendida pelo homem-criatura.

Quem é o homem para pretender-se “teólogo”(cristão)?! Então, no exame e pretenso conhecimento dos interesses de Deus, como a teologia explica a fúria do tsunami? Como a teologia explica o massacre do holocausto nazista contra os judeus? Como a teologia explica o poder devastador do pequenino aedes egypt? Como os teólogos explicam tais tragédias que aos povos não cristãos causam aparente certeza sobre a inexistência de Deus? A única resposta para todas essas questões é a de que os desígnios de Deus são, para nós, insondáveis e inexcrutáveis! Então como posso estudá-lo se não posso compreendê-lo? Seriam todos esses desastres citados uma faceta mórbida de um caráter sadomasoquista de Deus? A teologia é, desse modo, um instituto satânico, imoral, inócuo, incapaz e, por consequência, produtora de soberbos mortos espirituais.

Toda inteligência humana, toda pretensa sapiência e nobreza tornem-se cativas à sabedoria e aos desígnios insondáveis de Deus, o Criador! Envergonhem-se os que se dizem teólogos e rasguem com pressa e em praça pública seus títulos que incluam em seu enunciado este insulto: "teólogo"! Todo espírito que transita neste mundo sob fôlego de vida sujeite-se com penitência ao seu Criador! E assim como ao escravo não é admitido que adentre nos domínios íntimos de seu senhor, ao que se considera discípulo de Cristo vede-se a si mesmo o pretender-se estudioso de Deus e de dissecar seus insondáveis desígnios, devendo mudar seu rumo para o singelo e submisso caminho da humildade, do reconhecimento de nossa limitação humana como meras criaturas e apenas entender-se rico pela graça do fôlego da vida, aquela mesma percepção que teve Jó ao ver-se em desgraça e fez sua declaração de que aquilo que Deus dá, pode igualmente tomar segundo seu exclusivo critério na hora que lhe apraz. Limite-se cada estudioso ao conhecimento histórico e exegético, sem contudo pretender-se “teólogo” mas mero “bibliólogo”, no interesse puro de entender e ensinar a sã doutrina que conduz o homem ao conhecimento da VONTADE de Deus, e não ao conhecimento do próprio Deus como se Este passível de estudo fosse.  Ainda que capazes de intentar tal desígnio, ou seja, o estudo de Deus, somos insignificantes demais para pretender tal desiderato.
O estudo de alguns argumentos humanos para pretender engendrar-se nos caminhos da teologia, são dos mais patéticos, como o de querer submeter-se (ainda que discorde o dicente seminarista da presunção da teologia) às determinações legais de uma nação, como a de que o curso de teologia seja requisito de um Ministério da Cultura de uma nação para oficializar expedições de um diploma que lhe permita pastorear igrejas com legitimidade! 

Digo que quando as exigências de Deus e diante de um chamado vacacional inconteste para o apascentamento de seus escolhidos, dependem de que o vocacionado receba o aval da lei produzida pelos incautos e profanos, o diploma é expedido contaminado pela política humana com todas as suas implicações idólatras e desconexas da genuína atividade eclesiástica, e sua legitimidade também torna-se não apenas refém e sujeita ao mero poder humano, como a exposição desse documento em um quadro torna-se um objeto de jactância e consequentemente de idolatria. Reflitamos: diante de uma enfermidade ou de qualquer derrota iminente, quem o aflito irá chamar? O possuidor do diploma endossado pelo MEC ou chamará pelo analfabeto missionário que quando ora o mal se retira?!
Assim, somos néscios quando tentamos submeter a legitimidade das atividades e missões espirituais de Deus ao crivo das atividades materiais humanas, essa que o próprio Cristo nos instruiu a, como seus discípulos, superarmos em nossa própria justiça pessoal (Mateus 5:20). 
Vaidades e virtudes são como água e azeite. Não se pode pretender um caminho espiritual subjugando-o aos reclames da vaidade. Os apóstolos tiveram diploma? Nenhum deles! Após a reforma, Lutero sujeitou-se à perda dos que acaso possuiu, e nenhum outro pôde almejar! Nem certamente o quis!

O grande engodo do discurso alarmista que envolve os interesses de homens políticos nocivos ao evangelho, que iniciaram a pregação mentirosa e fraudulenta de que Deus PRECISA de “soldados” na política para que a igreja não perca suas liberdades, e com essa pregação seguiram enganando os iniciantes na fé, muitos inclusive dizendo-se pastores evangélicos, formados nos seminários de “teologia”, tornou o evangelho da salvação em algo de tal forma sujeito às leis e conformidades legais humanas, que um evangelho que há alguns anos era capaz de conduzir o pecador ao arrependimento hoje consegue reconduzir o arrependido ao pecado, movido pelos maus exemplos, pelas mentiras desses aproveitadores, muitos dos quais a bíblia classifica como devassos, idólatras, adúlteros, efeminados, homossexuais, ladrões, avarentos, bêbados,  maldizentes e roubadores, e esclarece que os tais não herdarão o reino dos céus (I Cor. 6:10).

Muitos desses aproveitadores do povo e inimigos de Deus, pasmem, foram forjados nos seminários de teologia. Homens que um dia experimentaram o prazer e o gozo da salvação, do primeiro amor e da piedade, mas depois de conhecerem os apóstatas que num seminário ocupam a função de “mestres de teologia” e lhes deram sua costumeira injeção de morbidez teológica e de neutralização da fé, tornaram-se frios e mortos como seus mestres!

Quando um homem dispõe-se a estudar algo, esquadrinhando as limitações e ações de seu objeto de estudo, torna-se “expert” naquele objeto. É como o inexplicável domínio que o bom cirurgião possui sobre o que tanto estudou, a ponto de ser assistido pelos seus pares que compartilharão sua habilidade prática. É assim que a teologia se pretende: conhecer Deus de tal forma que possa esquadrinhá-lo e torná-lo manipulável nas mentes frágeis, e por isso aqueles que se embrenham inadvertidamente pelos caminhos da teologia alcançam a frieza de enxergar Deus como mero objeto de estudo, cuidando de transmitir para outros interessados na pretensiosa teologia, a mesma frieza  que tem o cirurgião ao ver, todos os dias, inúmeros óbitos e manter-se insensível.

Que morra a teologia (cristã). Que ela ressurja nos seminários como a simples,  digna e humilde BIBLIOLOGIA. Que morra a teologia “sistemática” e ressurja como mera “bibliologia sistemática”. Que os dissecadores de Deus se arrependam de sua incredulidade, que se reconheçam incapazes de estudar o seu Criador, e revertam à sua insignificância com sinceridade de espírito. Que a fé do seu espírito reverdeça, e que vomitem as honrarias dos “MECs” que, de tão distantes de Deus, e de tão incrédulos, se consideram mecanismos administrativos legais capazes de reconhecer Deus como objeto de estudo humano! Que os seminaristas se revistam de fé sincera, e que façam ressuscitar da morte seus mestres incrédulos! Que tragam vida aos seminários mortos! Que surjam novos Calvinos, novos Luteros, novos pastores vocacionados que coloquem a teologia, enquanto signifique “estudo de Deus” no lugar onde sempre mereceu estar: na lixeira dos seminários e das consciências submissas ao poder do insondável Altíssimo! Que surjam novos pastores dignos desse nome, que não se curvem ao desejo de um diploma, mas que se curvem ao “Ide” de Cristo, batizando em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, sem medo de se dedicarem a uma consagração verdadeira e que mantenham sempre acesas as três ferramentas principais de todo servo que se pretende pastor de ovelhas: a fé, a esperança e o amor (I. Cor. 13:13).

SL (Recife, 23 de janeiro de 2016).

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sábado, 14 de novembro de 2015

PARA CHAMAR NOSSA ATENÇÃO, OS PROBLEMAS DE MARIANA-MG PRECISARIAM SER PARISIENSES?

                  A tragédia em Paris causou comoção mundial, pavor, insegurança de todos os pontos de vista principalmente ao sabermos que aquilo que os terroristas fizeram em Paris, podem fazer aqui no Brasil quando bem quiserem. Podem fazer no Rio, em São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Vitória, enfim, aonde bem quiserem, inclusive em Brasília onde o Estado Palestino já GANHOU do ex- Presidente Lula um enorme terreno - misteriosamente não explicado ao povo brasileiro -  para montar sua "embaixada islâmica", (ou "base islâmica"?) , onde sabe-se lá o que serão guardados além de fuzis e cintos-bomba para suicidas religiosos extremistas estrearem em breve nas concentrações populares brasileiras.          
               Normalmente os consulados civilizados guardam papeladas e papeladas burocráticas, no entanto, não consigo imaginar um consulado islâmico se preocupando com papéis, quando resolvem sempre tudo que querem com ameaças, degolas filmadas, chumbo e dinamite! Essa estréia do terror no Brasil não depende do "cochilo" de nossa força política, de nossas Forças Armadas, de nossa Força de Segurança Nacional, nem de nossos tratados internacionais tão baseadas na reciprocidade de simpatia entre países, nada disso freia militantes suicidas especializados em infiltração em multidões para se explodirem e fumegarem num show de pirotecnia humana. A estréia do terrorismo aqui depende apenas de uma única coisa: a imparável VONTADE islâmica. É a eventualidade e a conveniência que nos separa dos homens bomba do Islã nesse momento. Vejam o que ocorreu com a poderosa e bela Paris! O que dizer de Nova Iorque então, quando foi desafiada a poderosa inteligência militar americana no 11 de setembro?

               Mas nesse momento o que me causa maior perplexidade é ver a imprensa brasileira, em especial a Globo, ignorando completamente a tragédia que matou, está matando e ainda vai matar centenas de brasileiros, ocorrida com o desastre na barragem em Minas Gerais! 
                Meu Deus! Hoje abri a página do Jornal Globo brasileiro (porque sabe-se que é uma rede de comunicação multinacionalizada), e vi um a um uma lista de informes sobre Paris, contei 14 destaques, e bem abaixo, na parte destinada ao Brasil, uma única manchete sobre o desastre de Mariana praticamente na mesma proporção dada à Marcha das Vadias! O que é isso? Meu Deus!! "Que país é esse"???
                O jornalismo brasileiro, tão eficiente, está sendo comprado ou está dopado que não percebe o que estão fazendo com os sedentos de Minas Gerais? Pessoas apodrecendo soterradas numa lama que mistura a água poluída pelos peixes podres com a indiferença moral do Planalto! Eu estou com vergonha desse Brasil! Estou com vergonha de nossa imprensa! Estou com vergonha das empresas estrangeiras que mataram e continuarão matando em Mariana, Governador Valadares, enquanto nós nos concentramos em sentir a dor dos franceses.
               Acordei pela manhã desse dia 14 de novembro relatando no meu grupo de whatsapp que enquanto o Presidente da França se recolhe no seu gabinete com autoridades européias para cuidar de sua nação, cancelando todos os compromissos agendados, a presidente do Brasil manteve sua agenda na Turquia, uma reuniãozinha do G-20 que ela não poderia faltar de jeito nenhum! Os mineiros e capixabas que se virem com seus "problemazinhos" de uma barragem que estourou! Não estão morrendo os Ministros, nem a guarda do Planalto! São apenas os pobres! Talvez nem tenham votado nela, então prá que se ocupar com os atingidos pelo estouro da barragem da terra do Aécio?!
               Ilustres membros do departamento de jornalismo da Rede Globo, vocês deveriam priorizar os problemas nacionais em relação aos estrangeiros, porque o jornalismo tão qualificado de vocês está deixando de levar ao conhecimento de muitos a verdadeira face dessa tragédia nacional, o que poderia trazer mais apoio internacional e nacional aos atingidos, numa hora em que precisam da ajuda de vocês para se manter vivos! A troco do que escolheram dar mais valor às notícias da tragédia de Paris? Vocês se tornam co-responsáveis, junto com a Samarco e o  omisso Poder Executivo, pela ausência de socorro e suporte a Minas Gerais e por consequência o aumento do sofrimento dos atingidos pela lama. Nesse momento, desculpem, vocês são uma fraude ao amor e à solidariedade. Se quiserem, podem mudar isso, ou continuar priorizando a distante, bela e já bem assistida Paris.

ABAIXO PRINT SCREEN DA PÁGINA PRINCIPAL DO SÍTIO ELETRÔNICO DO JORNAL O GLOBO: 14 DESTAQUES PARA A TRAGÉDIA EM PARIS.

ABAIXO PRINT SCREEN DA PARTE INFERIOR DA PÁGINA DE CAPA, COM APENAS 1 DESTAQUE PARA A TRAGÉDIA DE MARIANA-MG E LOGO ABAIXO DESTAQUE COM FOTO MAIOR PARA A "MARCHA DAS VADIAS"

domingo, 19 de abril de 2015

HUMORES DE UM FREUD SIMPÁTICO

               

                A psicanálise hoje ocupa um papel importante no tratamento de inquietações e perturbações humanas. Tanto que inclusive passou a “competir” (ou "colaborar?"), na busca pelo reequilíbrio psíquico de pessoas infelizes, não apenas com a medicina neurofisiológica mas agora também com o cristianismo, única religião monoteísta que prega com destaque a cura das enfermidades da alma e do corpo, uma vez que o islamismo e o judaismo não pregam a cura. O islamismo, porque entende que pregar a cura seria uma espécie de validação da identidade de Cristo, para eles apenas um "profeta judeu" crido pelos cristãos como divindade, que deu ênfase na cura por onde passava, e seguir esse profeta judeu poderia significar uma diminuição da importância do profeta Maomé na cultura islâmica. Os judeus, por sua vez, não pregam a cura porque entendem que devem seguir toda uma cartilha religiosa, determinada em Levítico e Deuteronômio que engloba costumes morais e alimentares que lhes propiciarão, se seguidos à risca, uma vida extensa e saudável livre dos infortúnios que só afligem os “gentios” com seus costumes imorais e suas dietas desajustadas, que acabam por trazer enfermidades no corpo e na alma.
                Numa espécie de meio termo, mas com base científica, a psicanálise de Freud parece se propor uma opção não-religiosa e principalmente não-medicinal de tratamento da histeria e de muitos sintomas físiológicos que, no entender do psicanalista, são provocados por desajustes meramente psíquicos, que podem remeter inclusive a questões não resolvidas na formação familiar do paciente. Uma vez trabalhado o psiquê do indivíduo, os sintomas fisiológicos e até muitas enfermidades desaparecem.
                Como sempre fui um “observador” de tudo que interage com os sentimentos humanos mais ligados ao espírito, resolvi então conhecer um pouco de psicanálise, como simples curioso, e comecei aprendendo um pouco sobre o próprio “pai” da psicanálise. Mente mais inquieta do que a de Freud, é coisa rara! Como judeu que era, apesar de se considerar ateu, ele dedicou grande parte de sua vida a investigar profundamente a bíblia (o pentateuco), pesquisando a construção histórica dos líderes e herois da fé na história judáica, o que revelava no mínimo, uma paixão (não assumida) pela sua raiz judáica que ele relutava em admitir.
                Numa de suas últimas obras, essa que estou lendo agora, em que objetivou provar que Moisés não era hebreu e sim um egípcio, e que a história de Moisés é muito mal contada, e foi construída de forma tendenciosa para criar um mito heróico que trouxesse sentido divino à existência da nação dos hebreus, Freud revela despretenciosamente traços de seu bom humor. Quando escrevia seu estudo sobre Moisés, em 1938, vivia em Viena, sua terra natal na Áustria. Seus escritos já estavam atraindo sobre ele o olhar ameaçador do clero católico de Roma. Em meio a esses escritos polêmicos (para Roma, não para ele!), a Áustria é tomada pela Alemanha e Freud vai se refugiar em Londres para continuar seu árduo investimento na desmitificação de Moisés como libertador hebreu.
                Após ser muito bem recebido na Inglaterra, logo no início da apresentação da parte final de seu estudo, escreve o texto seguinte, em Londres:

                “Nada mais de obstáculos externos, ou, pelo menos, nenhum daqueles frente aos quais precisei recuar apavorado. Nas poucas semanas de minha estada aqui, recebi um sem-número de cumprimentos de amigos, que se alegravam pela minha presença, e de desconhecidos, inclusive desinteressados, que apenas queriam expressar sua satisfação pelo fato de que aqui encontrei liberdade e segurança. E além dessas, numa frequência surpreendente para o estrangeiro, recebi cartas de outro tipo, que se preocupavam com a salvação de minha alma, queriam me apontar o caminho de Cristo e me esclarecer sobre o futuro de Israel. As boas pessoas que assim escreviam não podem ter sabido muito a meu respeito; porém, se este trabalho sobre Moisés se tornar conhecido entre meus novos compatriotas por meio de uma tradução, espero perder, também entre certo número de outras pessoas, bastante das simpatias que agora me mostram.” (FREUD, O homem Moisés e a religião monoteísta. – 2014, pg. 92. Editora L&PM EDITORES, Porto Alegre-RS).

                Ótimo humor de Sir Sigmund nesse final! rs!

             Bem...! Aos amigos do blog que gostam do assunto, principalmente seminaristas e professores de teologia, recomendo conhecer o livro, pois as conclusões de Sigmund Freud acerca de Moisés são desafiadoras e consistentes, merecendo justo debate (e por vezes embate). A leitura é densa, de profundo teor histórico, mas com um magnífico mergulho na origem das religiões gregas e egipcias que Freud entende como cultura base para a “criação” da religião judáica no Monte Sinai.

(texto de Sergio Lopes)
               


                

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

CD CORAÇÃO DISCÍPULO - SONY MUSIC

Bem, após uma longa espera tanto de minha parte como dos colecionadores, foi decidido que o CD Coração Discípulo sai em outubro pela Sony Music Brasil. Na foto o momento da assinatura do contrato nesta quarta-feira 28.
Agora é só esperar chegar nas lojas. Abraço a todos.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

A SANTA CEIA

Passeando pelo Youtube encontrei uma de minhas composições mais difíceis (A Santa Ceia) num simples lyric de Mirian Janet Bertoni (Obrigado, querida desconhecida, pelo registro!).
          Achei interessante expor no blog as circunstâncias dessa composição: Eu estava entediado com a profusão de músicas nas rádios falando textos e frases escritos pelos homens como eu, pecadores, falhos, imperfeitos, e queria saber como era ouvir uma música que tivesse uma letra tão perfeita que não pudesse ter sido escrita por homens e nem fosse passível de qualquer correção ou repreensão. Pensei comigo mesmo que isso somente seria possível reunindo numa canção apenas e tão somente palavras ditas pelo próprio Cristo, desde a primeira até a última frase.
              Nesse momento entendi o desafio que o Espírito Santo me impôs.
         Então peguei minhas bíblias (várias traduções) e comecei a pintar com o marca-texto todas as palavras que Cristo falou nos instantes que antecederam a última ceia, passeando pela narrativa peculiar de cada um dos quatro evangelhos. Depois peguei o violão e olhando para a folha com as frases escritas, fui construindo a melodia para as frases ditas por Jesus antes da ceia, e traduzidas para o português, e assim consegui finalmente compor uma música onde as palavras são completamente dEle, e não minhas ou de qualquer outro homem como eu. Eu me anulei como letrista e apenas usei a musicalidade que Ele me emprestou para musicar as palavras que são apenas dEle, descrevendo o simbolismo de sua própria morte. Sinto refrigério todas as vezes que ouço essa música, pois sinto como se tivesse feito uma canção em parceria com o meu Senhor, onde a letra é inteiramente dEle, e eu fui o frágil instrumento usado para musicá-la. Haverá honra maior que essa para um compositor? A iluminação dos arranjos foi para Ronald Fonseca (Trazendo A Arca, RJ), e o solo de violino é de Ricardo Amado (Orquestra Sinfônica Brasileira, RJ).

          A música "A Santa Ceia" faz parte do meu Cd Getsêmani (Art Gospel, 2008), e também foi gravada com versão em inglês ("The Holy Supper"). Clique na imagem abaixo para ouvi-la em português.
 Uma música especial.
A Santa Ceia. Palavras de Cristo musicadas.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

O NACIONALISMO BRASILEIRO


             Nós os brasileiros somos esquisitos com relação à nossa nacionalidade. Confesso que sinto um pouco de inveja dos franceses que vibram e se emocionam quando ouvem "A Marselhesa" (hino da França), os americanos com seu "Nathional Anthem of USA", os ingleses com seu "God Save the Queen", os alemães com seu "Deutschland Anthem Germain Hymne", Os judeus com seu "Hatikva".. etc... etc...
            O motivo da minha "cívica inveja" é que esses estrangeiros se comovem com o seu hino em qualquer lugar que seja ouvido, e não apenas num estádio de futebol. Muitos de nós já pudemos ver filmes nos quais em determinado momento do roteiro, o hino nacional de uma certa nação é tocado,  e isso modifica o sentimento dos nacionais daquela nação (Ex. Casablanca; Bastardos Inglórios; A Lista de Schindler e tantos outros).
           Já por aqui, os brasileiros não sentem empolgação nenhuma ao ouvir seu hino, a menos que seja num jogo de seleção, e não por serem brasileiros, mas por entenderem que estão transferindo aos jogadores, nesse momento, uma responsabilidade impositiva, nacional, de VENCER O JOGO em nome dos patriados. É até covardia com os jogadores, que já entram em campo como se fossem soldados defendendo as mulheres e as crianças da morte eterna com o resultado do placar eletrônico! É muita pressão nos coitados, tal que nem mesmo os soldados do exército, marinha e aeronáutica já sofreram sequer na 2ª Guerra Mundial, pois só tinham a obrigação de sobreviver pra voltar pra casa, e não de ganhar guerra nenhuma!
           Mas porque nós não sentimos emoção ao ouvir nosso hino em qualquer outro lugar além dos estádios? Talvez porque o hino lembre... o governo, e o governo lembre... Brasília! e Brasília lembra o Congresso... o Congresso lembra as safadezas e cafajestices dos muitos parlamentares que brincam com o destino dos brasileiros, como, por exemplo, brincando de roubar o Estado, fazer leis encomendadas por grupos corruptores todos os dias etc... aos invés de investirem no cumprimento daquelas boas leis que já estão em vigor, porque fazer CPI dá dinheiro e ibope, e fazer leis é muito divertido, dá dinheiro e lhes dá sensação de poder absoluto à medida que com elas manipulam o dia-a-dia das pessoas de acordo com aquilo que entendem. É claro que, comparando com outros países onde o político corrupto SABE que não vai escapar da punição severa se for descoberto, eu também sinto vergonha dos políticos do Brasil atual. Quantos e quantos parlamentares com QI (quociente de inteligência) de samambaia de plástico fazem leis idiotas se valendo de um mandato que compraram! São muitos! É uma pena que não podemos mais ver no Congresso nem sombra de homens como Rui Barbosa, Prudente de Moraes, Getúlio Vargas, Carlos Lacerda e Ulysses Guimarães.
            Então quando eu ouço o hino nacional, me esforço para não lembrar do carnaval-nosso-de-cada dia em Brasília, e procuro me lembrar da história digna que o Brasil tem, de ter-se desvencilhado de Portugal, de ter resistido às invasões européias, de ter existido brasileiros brancos no passado que lutaram pela abolição da escravidão, enfim... nossa história é linda e sangrenta, com grandes sacrifícios de homens que amaram essa nação e lutaram por sua independência, e por isso historicamente não devemos absolutamente nada ao romantismo da bela história dos franceses, ingleses e americanos. Nada mesmo! O que nos falta é DISSOCIAR nossa brasilidade desses políticos atuais, até porque esses crápulas podem naufragar no mar da desgraça com um simples apertar de uma tecla dos cidadãos em cada eleição, mas nossa nacionalidade não naufraga com eles.
           Amo o Brasil não apenas por ser a terra onde nasci, mas porque a história do Brasil é rica e bela, romântica, uma terra generosa em fauna e flora e por isso autosuficiente e tão cobiçada pelo mundo, e sinto orgulho de ser brasileiro quando ouço o hino da minha terra porque nunca o associo ao Congresso "nacional" desse tempo ruim. Esses políticos corruptos não merecem que demos as costas para nossa nacionalidade. Eles é que têm que se envergonhar do que fazem com o Brasil.
            Não temos direito de enterrar a história de tantos homens e mulheres do Brasil que honraram nossa história, inclusive no exterior, por causa do asco que sentimos pelos governos de hoje.
           Fiz esse lyric, incluindo algumas poucas cenas da nossa vasta história. Muitas outras podem ser apresentadas em novos lyrics, como cenas da defesa armada às invasões européias etc. Mas até por essas poucas cenas apresentadas abaixo, já vale à pena se emocionar ao cantar o nosso hino, e contemplar nosso belíssimo pavilhão.

Sergio Lopes, compositor brasileiro.

Bandeira do Brasil. Clique para ouvir o Hino Nacional.


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segunda-feira, 7 de abril de 2014

AOS AMIGOS DE PORTUGAL

Queridos amigos de Portugal;

Estamos disponibilizando 200 CD`s 'CORAÇÃO DISCÍPULO" promocionais que serão enviados GRATUITAMENTE para brasileiros e portugueses com residência em Portugal. Esta cortesia é uma forma de atender aos inúmeros pedidos que chegam por email para envio de nossos trabalhos. Para receber, é só enviar nome e endereço (especificar o nome da pessoa a que se destina se desejar dedicatória) para o email: "portugal@sergiolopes.com.br".

Sergio Lopes
 PEDIDOS GRATUITOS PARA PORTUGAL

domingo, 6 de abril de 2014

Ariano Suassuna

Espero que após ver este pequeno vídeo alguns entendam minha eterna admiração pelo pensamento do Prof. Ariano Suassuna. Nesse vídeo ele fala sobre a Teoria Evolucionsta de Darwin, que ensina que o homem veio do macaco. Só clicar na foto.
Sergio Lopes

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

CORAÇÃO DISCÍPULO (capa)

Apresento a vocês a capa do CD que está em fase de finalização. Idealização, arte e fotografia: DAVID CERQUEIRA.

(FINALIZADO, 05/03/2014)


domingo, 12 de janeiro de 2014

CORAÇÃO DISCÍPULO - novidades e resposta aos amigos

Bem.. esse texto é dirigido exclusivamente aos amigos que têm me perguntado insistentemente sobre a possibilidade de lançar um trabalho novo. 

Vamos lá. 

Meus últimos anos foram agitados musicalmente, apesar do meu silêncio e da falta de publicidade. Minha vida musical, minhas viagens, minha agenda, enfim, meu ministério na música, seguem com intensidade.  Mas sempre conduzi minha carreira de forma a nunca depender de destaque na mídia, por isso ninguém me vê agitando no facebook, no twitter, nos programas de TV e tal. Sou assim mesmo: defeituoso nesse aspecto. Exemplo: não gostei do meu site e mandei tirar do ar e trocar de provedor, apesar do desespero do meu querido secretário Fábio Sobreira! rs! Mas enquanto o site não estiver mais amigável, não ligo de ficar sem o site completo. O Fábio, apavorado, deu o jeito dele e postou pelo menos uma página provisória com os telefones de contato, para que ninguém diga que não teve como me encontrar! (Que chefe que esse moço arrumou! Jesus! rs!) 
Por mim, já me dou por satisfeito só de poder me comunicar com vocês por esse blog. Pretendo voltar a publicar com mais frequência a partir deste ano.

Porém, reconheço: algumas gravadoras me acham um terror, porque eu não aceito ir em programinhas de TV que acho incompatíveis com a mensagem pura do evangelho, misturando música gospel com dançarinas dançando semi-peladas durante a própria música (Meu Deus, a que ponto chegamos! Volta logo, Jesus!). 

Ano passado eu ia acertar um bom contrato, mas quando a "grande" gravadora soube que eu não iria nunca em programas que misturam música gospel com mulher pelada, me deram um ultimato: ou eu ia ou eles não me contratavam. Acharam que com isso eu ia ceder, porque o valor do contrato era muito alto. Mandei essa gravadora pras favas com dinheiro e tudo e fiquei sem contrato, mas mantive a dignidade da minha posição com relação ao que penso da minha vocação, e fiquei feliz assim. Muitos colegas cantores passam por essa escolha: dinheiro sem honra, ou honra sem dinheiro. Essa segunda hipótese me pareceu mais compatível com o que sempre cantei nas rádios e nos altares. 

Sei que muitos colegas não recusariam aquele dinheiro, mas eu sou kamikase assim mesmo: não liguem: uma das músicas que sempre me edificou nesses anos todos é a música "O Evangelho" do Grupo Logos! Voces já ouviram?? Eita Deus poderoso!! 

Por isso, meus amigos, tenho dificuldade em fechar contratos com gravadoras, porque simplesmente nunca me seduziu viver a serviço de interesses claramente financeiros disfarçados de "divulgação do evangelho". (Que cara chato eu sou! Misericórdia!) Entendo que meus desafios nessa vida são outros, por isso nunca se apossou de mim aquele espírito que faz "discípulo" trocar o evangelho por "trinta" moedas, sabe?... (Em alguns casos, onde se lê "moedas" leia-se "destaque pessoal").

Penso também que minha música é boa por causa dos testemunhos que ouço das pessoas que a escutam: visito presídios e minha música é cantada pelos presos. Ricos e pobres cantam minha música. Sou convidado em "palácios" e favelas. Minha música tem ido assim a lugares extremos. Mas porque tudo isso? Já ouvi dizer que é porque minha música é "honesta, é sincera, não tem cheiro de armadilha comercial, nem é feita por encomenda" (Pr. Jorge Linhares/BH). 


É por essas e outras razões que demoro a lançar trabalho novo: não faço quando EU quero, mas quando ELE quer. Não faço música prá ganhar dinheiro nem pra seduzir "mercado". Faço música porque e quando Deus me manda fazer, em raros momentos de minha vida, pra alcançar gente que precisa ouvir alguma coisa que lhe responda alguma pergunta da alma. Fazer música pra balançar seria moleza pra mim, mas não desperta meu interesse.  Quero continuar a ser usado para alcançar pessoas que precisam ouvir muito mais do que um simples chavão que sugere vitória imediata, sucesso pessoal, vitória financeira e essas baboseiras que muita música por aí vende. Reconheço que sou mesmo muuuuito chato, difícil de negociar. Já me disseram que as gravadoras tem pavor desse meu jeito independente, por isso a gente nunca consegue se entender.

DE QUALQUER FORMA, UMA BOA NOTÍCIA para os amigos: Compus novas canções no início do ano passado e já finalizei, no meu ritmo tranquilo, a produção musical do CD "Coração Discípulo", que deve sair ainda nesse 1º semestre/2014. A capa está sendo finalizada pelo competente web designer e colega cantor/compositor David Cerqueira (Rio de Janeiro). Não vai sair pela Line Records, porque eles só estão gravando agora CD do pessoal que é da própria IURD. Não sei se essa decisão da gravadora é definitiva ou temporária. De qualquer forma, solicitei uma rescisão de contrato amigável e eles me atenderam. Assim, devo lançar mesmo com selo independente o CD "Coração Discípulo", com produção musical do querido amigo e produtor Vagner Santos. Dada a notícia, agora é esperar o fechamento da capa pelo David Cerqueira e o prazo de entrega da fábrica.


Abraços a todos.


Sergio Lopes (12/01/2014)



sexta-feira, 21 de junho de 2013

A INTERNET NAS RUAS...


A internet foi às ruas!
A administração pública não contava com essa! Foram pegos de surpresa os prefeitos, os governadores, as polícias de todos os níveis e até a presidenta, tão bem nas pesquisas de aceitação popular, agora está em estado de choque... sem saber o que fazer e o que dizer. Está acuada. As redes sociais foram às ruas protestar contra tudo que se possa imaginar. O problema é que, exatamente como na internet, não existe ordem, não existe liderança, não existe sequer um objetivo comum, pois na internet é exatamente assim: cada um diz o que quer, expõe a idéia que quer, diz o que pensa ou o que finge que pensa, porque na internet ninguém é forçado a ser quem realmente é, e as gentilezas e civilidades da vida urbana não precisam ser cumpridas, pois só quem está nos vendo são apenas aqueles que optaram em ver nossos profiles no facebook. Nossos “faces” muitas vezes são uma tentativa que fazemos para mentir para nós mesmos e para o mundo virtual, passar uma impressão de que somos algo que gostaríamos de ser, mas de fato não somos. 
Mas é justamente aí que está a magia das redes sociais: passar a impressão que queremos, usando fotos, frases e idéias que quase sempre não são nossas. Então as pessoas fazem boas poses, escolhem os melhores ângulos... exibem seus músculos ou “talentos”, tudo numa tentativa de agradar alguém ou alguns. Nos tornamos uma vitrine tentando nos vender como seres irretocáveis e bem acabados. Já perceberam que ninguém na internet diz que é preguiçoso? desinteressado por trabalho? Ninguém confessa que é glutão, engordurado(a), pelancudo(a), falso... invejoso...  todos somos vitrines em constante reforma e atualizaçào! Somos sempre a última versão turbinada e atualizada de nós mesmos!
O comando do país realmente está podre! A classe política brasileira é imunda de caráter. Isso é fato. Muitos que nos governam foram eleitos por grupo de empresários com interesses particulares que COMPRAM a eleição de quantos deputados queiram comprar, e esses “políticos” vão ao Congresso sem nenhum preparo para fazer leis honestas e justas, mas apenas para dividirem as gordas fatias de verbas públicas e privadas que lhes caibam nos acordos para a aprovacão de leis covardes a serviço dos ricos, como por exemplo, e somente como exemplo, a instalação dos “pardais eletrônicos” que se tornaram um dos maiores “tapas na cara” contra o povo, pois no início foram criados com intenção educativa, na frente das escolas e onde havia travessia de pessoas ou animais, mas logo os "pardais" se alastraram e hoje são instalados em qualquer lugar, de preferência escondidos, como armadilhas econômicas a serviço de grupos privados para captar o dinheiro do povo EM PARCERIA com o “poder público”. Vou ficar só nesse exemplo, pois isso nem é o assunto que me levou a escrever esse texto.
Enfim, por causa de tanta corrupção, todos nós chegamos ao limite da nossa paciência com a classe política que não nos governa, mas nos oprime. 
O problema, é que por causa da falta de comando, de foco, de entendimentos "ïnternos”, de uma pauta de reivindicações, essas manifestações nas ruas estão sem controle, exatamente como é na internet, onde nada obedece a qualquer critério. E então, penso que não dá para transferir para o asfalto o que fazemos no mundo virtual, por um simples motivo: na internet  somos todos cidadãos, alegamos isso e combinamos de ir às ruas apresentar nossa indignação com civilidade.
E aí que surgem os falsos manifestantes, que estavam mentindo em seus profiles, nos enganando dizendo que eram cidadãos indignados. São esses descontrtolados que depredam as ruas, destroem bancas de jornaleiros, saqueiam bancos e caixas eletrônicos, e enfrentam policiais como marginais em revolta, e logo acontece o pior: todos os verdadeiros cidadãos acabam pagando o preço de verem suas reivindicações legítimas serem confundidas com as ações desses arruaceiros, rebeldes sem causa.
Ao fim de tudo, temos que repensar tudo o que podemos fazer para usar as redes sociais como megafone de nossos interesses, porque como não sabemos quem é quem de verdade na grande rede, acabamos por dar as mãos, SEM SABER, a verdadeiros marginais desocupados e arruaceiros que de cidadãos não tem nada.
Por isso é complicado achar que dá para transferir a internet para o asfalto, porque na internet é tudo mais fácil, pois não corremos nenhum risco das balas de borracha, bombas de efeito moral e gás de pimenta. No asfalto da vida real, amigo, a conversa muda...
Me desculpem os ativistas, mas por causa dos “falsos” manifestantes, estou aliviado de ter ficado em casa. Por causa desses retardados, os cidadãos correm o risco de perderem uma chance de mostrar o verdadeiro poder de mudança, de modo pacífico e inteligente.

Aos desastrados exaltadinhos, um lembrete: não precisamos de vingança! Precisamos de MUDANÇA!

sl

quinta-feira, 4 de abril de 2013

AMAR: DECISÃO OU SENTIMENTO INVOLUNTÁRIO?

Caros leitores;
E então? Amar é uma decisão, uma escolha, ou é um sentimento que surge do nada e se fixa em nossa alma? Essa é uma questão muito complexa. Todos nós temos a noção de que o amor se diferencia da paixão por uma inconciliável escala de valores: a paixão é súbita e arrebatadora, é inconsequente e sujeita a um fim tão súbito quanto o seu início, e busca apenas proteção própria. Já o amor é sentimento construído, benigno, eterno, e sujeito ao sofrimento, ao exercício razoável do perdão, e seu maior atributo é o da proteção incondicional à pessoa amada. Naturalmente, é o sentimento mais desejado por todo ser humano, pois todos nós, sem exceção, queremos e precisamos amar e ser amados.
A questão que quero trazer à reflexão de cada um que visitar meu blog, tem sido alvo de muita discussão entre muitos povos: amar alguém, a ponto de querer dividir com essa pessoa todo o resto de nossas vidas, é uma DECISÃO, ou seja podemos escolher alguém para amar, ou amar alguém é um SENTIMENTO INVOLUNTÁRIO, imprevisível e sobre o qual não temos nenhum domínio?
Fico aqui ansioso por saber sua opinião a respeito.Defenda seu ponto de vista.
Abraços a todos, e boa reflexão.

Sergio Lopes

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AOS QUE ESCREVEM E PUBLICAM

Pensamos... refletimos... escrevemos e por fim publicamos. A partir desse momento não sabemos mais o que acontecerá com nossas palavras, porque seremos lidos por toda sorte de gente, amigos e inimigos; céticos e incrédulos; ateus e religiosos; defensores e ofensores; concordantes e discordantes; inteligentes e mentecaptos; sofreremos críticas negativas e positivas. Mas isso é necessário para que a razão que acaso exista em nosso escrito encontre uma mente adequada, receptiva, sincrônica, que filtrará o que escrevemos e dará algum sentido à nossa busca por um leitor atento e imparcial, mesmo que esse leitor seja... o próprio escritor.

Sérgio Lopes, Poço das Ovelhas, em 4 de abril de 2013.



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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O CRISTÃO NA POLÍTICA



Há algum tempo eu era muito radical com relação a esse tema: de crente estar envolvido com política. Eu tinha uma visão limitada, pré-conceituada (e também preconceituosa) sobre política, achava que crente não tinha que se envolver, que era coisa de gente corrupta etc.
Mas  o fato de ter resolvido observar o cenário com mais atenção, e reler a história da democracia brasileira que rompeu a monarquia desajeitada que se estabeleceu aqui quando Portugal nos tomou dos índios, trazendo junto o legado arcaico e negativo da escravatura cujas conseqüências até hoje sofremos; relendo também a história dos hebreus e como eram perseguidos pelas nações vizinhas e foram defendidos por grandes reis e juízes, e usando mais imparcialidade na minha leitura sobre a atuação de grandes líderes levantados por Deus ou pela história dos povos, hoje tenho uma noção reconstruída de que existe SIM, espaço até para “evangélicos praticantes” (termo do último censo do IBGE, não tenho nada a ver com isso! rs) se fazerem presentes no cenário político, com força e relevância, decidindo os destinos desta nação.
                     PORÉM, existe um fator que é condicionante para que essa inclusão política dê certo: que sejam esses evangélicos de fato VOCACIONADOS para a vida pública, para o debate social de interesse geral, bons pensadores, articulados, avessos aos escândalos sociais, principalmente inclinados para a pacificação entre os interesses das pessoas e o interesse do Estado, sabendo defender com sabedoria os interesses de ambos, tarefa dificílima que raramente encontra bons mediadores.
                De antemão, já vou avisando que não me candidataria nunca mais a qualquer cargo político, porque alguns podem pensar que estou me preparando para apresentar minha candidatura só porque estou tocando no assunto. Até já fiz isso uma vez e foi um desastre! Em reuniões de grande importância em que os partidos da cidade se sentariam para fechar acordos e que dependeriam de minha aprovação, eu deleguei o poder para outra pessoa e fui atender um compromisso de agenda, como cantor. 
                   Foi um desastre o que aconteceu naquela reunião! 
                 Pessoas que eram zombadores e inimigos do evangelho foram trazidas para conviverem comigo e dividirem comigo os palanques. Ocorre que eu não tinha o menor traquejo para lidar com situações assim. Não é esse meu chamado. Por aí eu já mostrava que não levava o menor jeito para debutar como agente político, que deve ser um especialista na arte de unir espíritos antagônicos! Fui um candidato bem honesto, porém incapaz de gerenciar os interesses dos partidos que se aliaram comigo. No fim de todo o meu esforço, parecia que tudo ia dar certo, mas perdi a eleição porque Deus me tirou daquela campanha às custas de um acidente de carro gravíssimo poucos dias antes da "festa" das urnas. Aprendi a lição, que sintetizada na linguagem popular pode ser explicada pela expressão popular que diz: “cada macaco no seu galho”.  Sou um cantor e compositor, e não um político. Não me meto mais no galho dos outros!
                Mas leitores, não se pode mais é tolerar que um país como o nosso, que tem tantos problemas de ordem social, de educação insuficiente, de saúde pública desorganizada e falida, de um poder judiciário abarrotado de ações que não consegue julgar no tempo da "razoável duração do processo", de causas trabalhistas e previdenciárias que levam anos para serem concluídas, e aí o beneficiário já está morto, e nós continuemos a  cometer o “crime” de eleger pessoas que não tem a menor vocação política para mexer com esses problemas, sem condição intelectual para criar as leis que vão nos reger, de apresentar medidas e soluções para diminuir tantos problemas internos que ainda temos em nossa quase-democracia. (Espero viver para saber o que significa essa tal democracia, que não sei que bicho é, pois dizer que o governo brasileiro é do povo é uma piada!).
                Bem, estou escrevendo sobre esse assunto porque me pediram! Uma amiga jornalista de Maceió, Fátima Chamariz, me solicitou e estou apenas atendendo o pedido dela, pois se dependesse de mim nem tocaria no assunto. Mas já que fui provocado, eis a minha humilde opinião, a de que os evangélicos DEVEM SIM militar na política, porém com homens e mulheres capacitados para a política, vocacionados, que saibam conter seus arroubos particulares de paixão ideológica e pensar com clareza e retidão o que fazer com o dinheiro público, que diga-se de passagem, está melhorando a passos largos, com as efetivas medidas dos governos federal e estaduais de intensificar a arrecadação por meio tanto de incentivos fiscais quanto de investimentos pesados em meios de repressão à sonegação.
                E vou mais longe: pelo conhecimento que DEVEM TER das leis de misericórdia e perdão, lições de caridade, fraternidade e fé extraídas da Bíblia, os evangélicos deveriam ser os maiores responsáveis pelas mudanças sociais PARA MELHOR, não apenas no Brasil mas em qualquer nação do mundo onde se posicionassem politicamente. Só para exemplificar, foram os homens tementes a Deus, tanto cristãos quanto judeus, que transformaram uma colônia inglesa no poderoso E.U.A. de hoje, nação mais poderosa do mundo, economicamente falando. 
                Enfim, pode ser que eu seja apenas uma formiga carregando uma folhinha, mas continuo, como todo mundo, achando o horário eleitoral divertido pelas figuras esquisitas e engraçadas que ali aparecem, mas não vou votar em ninguém somente porque me fez dar risada. Saber fazer o povo rir no horário eleitoral pode significar que essa mesma criatura vai nos fazer chorar quando se sentar numa cadeira do Congresso Nacional, para legislar sobre assuntos que desconhece e que vão afetar nossos pais e nossos filhos, como aposentadoria, leis trabalhistas, políticas educacionais, tributação, leis penais etc, recebendo um enorme poder para o qual não está preparado, e aí apresentar projetos de lei ineficazes ou simplesmente assinar, como marionetes, projetos anti-democráticos de “raposas” que lhes persuadem ou compram facilmente seu voto de plenário para aprovar leis injustas e muitas vezes mercenárias.
                Gostaria de ver sim, muitos, muitos e muitos evangélicos no Congresso, nas Assembleias dos Estados e nas Câmaras Municipais, que nas campanhas saibam dizer para nós o que de fato vão lutar para fazer ali, e que sejam VOCACIONADOS para a política, líderes misericordiosos e de boa fama, sem apego às vaidades, à riqueza e à ostentação. O problema é que a maioria das pessoas que tem esses atributos, não se candidata! 
                  Haja esperança!

                  Sergio Lopes

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domingo, 5 de agosto de 2012

Palavras e Canções...

Nas mais lindas canções que já se pôde ouvir, nas mais belas poesias que já se escreveu, não encontrei a explicação de um nobre sentimento que se chama: AMOR!
Poetas, pensadores, sábios e heróis tentaram, com palavras, descrever o AMOR.
Foi tudo em vão: palavras não conseguem decifrar a voz do coração!
Enquanto procurei por onde eu passei, alguém que me explicasse o AMOR, respostas não achei. Palavras e canções, são simples ilusões: confundem o poder do amor com a força das paixões.
AMOR... amor... só encontrei Alguém que em silêncio revelou: JESUS!..: amor é o que Ele fez por mim na cruz!

sábado, 28 de janeiro de 2012

OS SUPER-ANÔNIMOS

Nessas andanças pelo meio do mundo como cantor, já visitei muitas igrejas, participei de muitos eventos e de todos os tipos: beneficentes, evangelísticos, político-religiosos, essencialmente lucrativos etc. Me acostumei a ver grandes pregadores convidados que, como eu, estavam ali porque alguém pagou a conta. Ouvi pregações e discursos fantásticos! Grandes demonstrações de conhecimento bíblico; outros eram oradores que cativam as platéias com frases de efeito, gestos engraçados, até anedotas vi sendo usadas, me fazendo crer que tudo era válido para agradar o público e vender desde CD, DVDs , livros, ou simplesmente uma imagem de eficiência.
O resultado desses eventos quase sempre é positivo. Neles, muitas pessoas adquirem um conhecimento mais claro de Deus, da fé dos crentes, da música dos crentes, então dezenas, centenas ou milhares de novos crentes surgem desses eventos, por causa da performance quase circense de alguns desses oradores, cantores, enfim, os “astros” desses eventos.
Mas cada vez que eu vejo esses eventos acontecerem, e centenas de pessoas se dirigindo à frente atendendo um apelo de entregar sua vida a Jesus, eu lembro de quando eu era menino - ainda sem noção nenhuma acerca da graça da liberdade de voar que Deus dedicou às aves - e  insistia para que meu pai me comprasse um canário na feira. O passarinho era muito caro, e meu pai, na época, pensava como eu penso hoje: pássaros foram feitos para voar livremente. Ocorre que um dia, um dos meus tios, percebendo meu interesse, me presenteou com um canário. Fiquei muito feliz com meu tio. Ele me deu o canário, e foi embora. Ali terminou sua parte. A responsabilidade de cuidar era minha.
Agora, lá estava eu com aquela gaiola terrível e aquela avezinha aprisionada. Ele cantando de tristeza e eu achando que ele estava cantando porque gostava de mim!
Em minha família não tínhamos dinheiro sobrando, vivíamos com muita dificuldade, e cada centavo tinha seu lugar no orçamento da família formada por 6 pessoas com apenas um provedor para dar conta de tudo.
Com aquele canário, logo começou a trabalheira: tinha que comprar alpiste! Tinha que limpar a gaiola todos os dias prá não ouvir as broncas da minha mãe dizendo que aquilo chamava mosquito! Tinha que varrer a sujeira das casquinhas de alpiste que o canário espalhava! e etc etc. Certa vez, cheguei da escola e fui botar o alpiste do canário, quando percebi que a lata estava vazia. Ninguém tinha dinheiro pra me emprestar, meu pai só chegaria no dia seguinte. Então fui até a casa do meu avô, num bairro distante, andando quase 10 quilômetros debaixo de um sol a pino para conseguir pegar com ele alguns trocados pra voltar a tempo de achar a lojinha de ração aberta. Em suma: trazer o canário pra casa, foi a parte mais fácil: o difícil estava sendo CUIDAR do canário! Essa é a parte difícil. Mas um dia, depois de ouvir muita bronca de meu pai, porque não estava dando conta de cuidar do canário, levei o canário para a fazenda do meu avô e lá devolvi o bichinho para a mata.
Certamente os leitores mais perspicazes já perceberam do que trata o que escrevo.
Em suma: é fácil para o “astro” falar bonito, cantar bem, convencer os incrédulos a levantarem a mão e receberem a Jesus. Mas... quem cuidará deles depois que o “astro” for embora?
É nesse ponto que está a grande injustiça que cometemos em supervalorizar os famosos, que nos cativam e vão embora, seguindo seu caminho, como o meu tio que me deu o canário e foi embora, os "astros" nos comovem com suas belas mensagens, as inúmeras conversões e logo vão embora, e simplesmente ignoramos o trabalho árduo e difícil dos anônimos que terão que manter os frutos desses eventos. Essa é a parte difícil!
Por isso fiquei muito feliz no último evento em Santarém, interior do Estado do Pará, dia 27 de janeiro de 2012. Era aniversário de 50 anos do Pr. Jaime Pires (Assembléia de Deus de Santarém). Fui convidado mas não estava sendo divulgada minha presença na cidade, porque seria uma surpresa ao pastor. Também não havia nenhum pregador famoso convidado. Por esse motivo, havia um temor de que pouca gente comparecesse ao espaçoso clube alugado para o evento.
Para nossa feliz surpresa, a casa encheu! Pessoas que simplesmente reconheceram o trabalho eficaz daquele homem de Deus lotaram o lugar, porque desejaram prestigiá-lo. Seus amigos estavam lá, seus filhos e esposa o homenagearam. Foi um evento lindo!  Minha participação foi apenas uma singela surpresa para o aniversariante, e não o motivo central da festa.  Era uma justa homenagem para um servo anônimo, que faz bem a sua parte regando com excelência aquilo que os astros plantam e depois vão embora sem nem se importar se alguém perpetuará o trabalho iniciado. O Pr. Jaime faz com amor e eficiência a sua parte como apascentador de ovelhas, cuidador do rebanho, mesmo sem aparecer na mídia, como milhares de outros heróis anônimos pelo mundo afora, "porque regar as plantas não dá ibobe" (palavras do Aderson, amigo que me agraciou com um passeio em sua bela caminhonete até o balneário Alter do Chão e Pontas de Pedra, lugares maravilhosos de Santarém). 
Tomara que as igrejas no Brasil inteiro comecem a despertar para o trabalho anônimo e silencioso desses homens fantásticos, pastores de verdade, apascentadores de ovelhas, cuja importância muitas vezes é injustamente despercebida, mas sem eles, todo o trabalho que os “astros” fazem seria em vão.
São pastores “anônimos” porque não estão na mídia, não são estrelas reconhecidas nas ruas e nas tvs e telas de internet, mas sem eles nossa fé estaria desgovernada. Não percamos uma chance sequer de lhes prestar uma justa homenagem, desde a mais singela, um abraço, um presente, ou até sempre que possível uma grande festa como esta que vi em Santarém. Eles é que merecem toda a atenção, que estamos muitas vezes  dirigindo às pessoas erradas.
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