
Nesse ano de eleições, ver o Supremo Tribunal Federal liberar a disputa eleitoral de candidatos respondendo processos na justiça, num primeiro momento, me causou uma certa indignação. Digo num primeiro momento porque, após ponderar e refletir sobre os argumentos que levaram os doutos magistrados a entenderem a questão de forma APARENTEMENTE complacente, entendi que não devem eles, como bons juristas, pré-julgar esses candidatos processados já como culpados antes de que seja promulgada uma sentença final. Ou seja, presume-se, até que se esgote o processo e seja dado um veredicto, que os processados sejam inocentes. Esse é o caminho pragmático da justiça, e ela é cega, como todos sabemos. Essa decisão dos ministros do STF é, portanto, ponderada, imparcial e por isso solidamente constitucional.
Por se tratarem eles da instância máxima da justiça brasileira, ficamos com a impressão (e é aí que nos equivocamos), que os Ministros estão já ELEGENDO os processados, mas é aí que surge, das cinzas de nossa reflexão, uma conclusão aliviadora, ou seja: “Ops! O fato de serem liberados pelos ministros do STF para se candidatarem não significa que nós, os eleitores, sejamos obrigados a votar nesses descarados.” Os ministros do Supremo, em sua profunda ciência e saber das vicissitudes humanas, evidentemente sabem disso! Penso que alguns deles esperam até que muitos eleitores entendam isso também. Liberaram os candidatos porque não viram constitucionalidade para impedi-los, porém esperam que os eleitores percebam que a decisão final cabe a cada um de nós que, sabedores dos maus candidatos e principalmente os já processados, lhes neguemos veementemente os nossos votos. Assim, mesmo que tenham sido liberados pela justiça para concorrerem, serão punidos por nós, eleitores. Nesse caso, senhores, temos na condição de eleitor um poder muito maior e mais punitivo do que o dos juízes do STF. Ousemos usar este nosso poder e transformar nosso voto, durante as próximas eleições, em um definitivo martelo da justiça. Os juízes têm apenas o poder de torná-los candidatos, mas somos nós, o povo, que temos o poder de fazê-los políticos.
Não nos rendamos às armadilhas do afeto e da simpatia; do deslumbramento pela aparência; das ofertas indecentes e humilhantes das bocas de urna, tijolos e cestas básicas; promessas ilusórias e abraços traiçoeiros, ameaças ou qualquer outro tipo de ação corruptora desses candidatos de meia-tigela (candidatos a políticos, porque políticos mesmo, NUNCA SERÃO! Como diriam os veteranos do Bope no Tropa de Elite).
Ainda existem bons políticos, porque a política também é uma vocação, implicando em defesa dos direitos do povo e da plenitude da democracia. Existiram mesmo - na vida real! - homens como Getúlio Vargas; Juscelino Kubitszchek; Carlos Lacerda; Ulysses Guimarães; Mário Covas etc Existem outros por aí com a mesma vocação, mas somos os culpados por estarem fora do cenário político enquanto elegemos os oportunistas e trambiqueiros que usurpam nossas consciências e recebem nossos votos. Da mesma forma como eu tenho vocação para a música, e outro para ser um bom vendedor, e outro para ensinar bem e outro para ser um bom atleta de futebol, também existem os vocacionados para a política. Cabe-nos a missão de encontrá-los e elegê-los! Um bom começo é dizendo NÃO aos descarados que se beneficiam das brechas constitucionais para seguirem seu caminho de ganância e ambição pelo poder, que tanto nos envergonham perante a nossa sociedade e as sociedades internacionais que nos observam.
Já conseguimos um bom presidente, e não estou falando como militante político, o que jamais seria. Sou apenas um músico e um cidadão que observa. Andando por outras nações e vendo o rastro de nacionalismo que ele tem deixado por onde passa, pela primeira vez eu me orgulho do meu Presidente. Ele foi torneiro mecânico? Semi-analfabeto? Sim! Mas é um político POR VOCAÇÃO. Permanece firme em seu posto, trazendo o Brasil a um patamar de respeito internacional como nunca antes tivemos. Os corruptos foram caindo um por um, mas ele permaneceu. Se já conseguimos um bom Presidente, agora chegou a hora de elegermos bons Prefeitos e Vereadores. Os ministros do STF, com todo o seu poder judiciário, não podem mudar a classe política do Brasil. Nós, os eleitores, podemos. Eu, portanto, não votarei nos descarados.
Por se tratarem eles da instância máxima da justiça brasileira, ficamos com a impressão (e é aí que nos equivocamos), que os Ministros estão já ELEGENDO os processados, mas é aí que surge, das cinzas de nossa reflexão, uma conclusão aliviadora, ou seja: “Ops! O fato de serem liberados pelos ministros do STF para se candidatarem não significa que nós, os eleitores, sejamos obrigados a votar nesses descarados.” Os ministros do Supremo, em sua profunda ciência e saber das vicissitudes humanas, evidentemente sabem disso! Penso que alguns deles esperam até que muitos eleitores entendam isso também. Liberaram os candidatos porque não viram constitucionalidade para impedi-los, porém esperam que os eleitores percebam que a decisão final cabe a cada um de nós que, sabedores dos maus candidatos e principalmente os já processados, lhes neguemos veementemente os nossos votos. Assim, mesmo que tenham sido liberados pela justiça para concorrerem, serão punidos por nós, eleitores. Nesse caso, senhores, temos na condição de eleitor um poder muito maior e mais punitivo do que o dos juízes do STF. Ousemos usar este nosso poder e transformar nosso voto, durante as próximas eleições, em um definitivo martelo da justiça. Os juízes têm apenas o poder de torná-los candidatos, mas somos nós, o povo, que temos o poder de fazê-los políticos.
Não nos rendamos às armadilhas do afeto e da simpatia; do deslumbramento pela aparência; das ofertas indecentes e humilhantes das bocas de urna, tijolos e cestas básicas; promessas ilusórias e abraços traiçoeiros, ameaças ou qualquer outro tipo de ação corruptora desses candidatos de meia-tigela (candidatos a políticos, porque políticos mesmo, NUNCA SERÃO! Como diriam os veteranos do Bope no Tropa de Elite).
Ainda existem bons políticos, porque a política também é uma vocação, implicando em defesa dos direitos do povo e da plenitude da democracia. Existiram mesmo - na vida real! - homens como Getúlio Vargas; Juscelino Kubitszchek; Carlos Lacerda; Ulysses Guimarães; Mário Covas etc Existem outros por aí com a mesma vocação, mas somos os culpados por estarem fora do cenário político enquanto elegemos os oportunistas e trambiqueiros que usurpam nossas consciências e recebem nossos votos. Da mesma forma como eu tenho vocação para a música, e outro para ser um bom vendedor, e outro para ensinar bem e outro para ser um bom atleta de futebol, também existem os vocacionados para a política. Cabe-nos a missão de encontrá-los e elegê-los! Um bom começo é dizendo NÃO aos descarados que se beneficiam das brechas constitucionais para seguirem seu caminho de ganância e ambição pelo poder, que tanto nos envergonham perante a nossa sociedade e as sociedades internacionais que nos observam.
Já conseguimos um bom presidente, e não estou falando como militante político, o que jamais seria. Sou apenas um músico e um cidadão que observa. Andando por outras nações e vendo o rastro de nacionalismo que ele tem deixado por onde passa, pela primeira vez eu me orgulho do meu Presidente. Ele foi torneiro mecânico? Semi-analfabeto? Sim! Mas é um político POR VOCAÇÃO. Permanece firme em seu posto, trazendo o Brasil a um patamar de respeito internacional como nunca antes tivemos. Os corruptos foram caindo um por um, mas ele permaneceu. Se já conseguimos um bom Presidente, agora chegou a hora de elegermos bons Prefeitos e Vereadores. Os ministros do STF, com todo o seu poder judiciário, não podem mudar a classe política do Brasil. Nós, os eleitores, podemos. Eu, portanto, não votarei nos descarados.
Sergio Lopes, 8 de agosto de 2008.
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6 comentários:
Concordo com o que foi dito, e acredito que somos nós que de fato elegemos quem deve ter o “poder”. Os juizes tem que fazer o que a lei manda, o que é constitucional e correto a luz do Direito, mas isso não quer dizer que eles pensam dessa forma ou que votarão nos Caras.
Porém, eis ai grande questão: será que o POVO, que é quem vota e elege vai pensar assim e sabe disso? Já que para a grande maioria da população a dentadura é o que mais importa. Isso pq não tem o discernimento (não pq não querem) de entender que um cara que compra, e por muito pouco, o voto do povo, não tem capacidade de fazer o que deve ser feito. Isso já é a PROVA, mais do que qualquer condenaçao, q esse Político não presta. Mas ainda assim, o humilde, defende o BOM MOÇO que ajuda, e o pior, vota e acredita nele. E depois, não sabe o pq da vida que leva....
Meu nome é Adriano, estudante de direito e vosso irmão em Cristo Jesus.
Também concordo com seu pensamento. O STF baseou seu julgamento no art. 5º, inciso LVII que diz: "Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória". trata-se aqui do Princípio da Presunção de inocência em que alguém só será culpado após esgotado todas as instâncias jurídicas. Os Ministros do STF cumpriram um preceito Constitucional, mas creio que alguns deles não concordaram muito não. Mas como você disse em seu arito: "mas somos nós, o povo, que temos o poder de fazê-los políticos."
Abraços!
Caro poeta;
Descobri seu blog por acaso e parabenizo-o por ele. Muito bom, e já está linkado na nossa bodega.
Aliás, tem um post sobre seu trabalho e como nos conhecemos, se quiser abrilhantar mais ainda, faça-nos uma visita e comente.
Um grande abraço deste que te admira.
Querido irmão em Cristo Sérgio Lopes, neste momento gostaria de pedir um minuto de sua atenção e do seu carinho...Meu nome é Flávio Lopes, sou da cidade de Cabo Frio-Rj,Sérgio como tenho orado a Deus para conseguir falar com o senhor, pois preciso muito falar com o senhor com urgêcia, por isso se posivel for telefone para mim, estarei orando por ti, por mim e por esse pedido, para que o Senhor verdadeiramente toque em seu coração!!!
meu telefone é (22)9228-9742
(22)9959-4672
Que Deus te abençoe, estarei aguardando ancioso por sua ligação, um abraço do seu irmão em Cristo Flávio Lopes!
Muito bom dia Sérgio. Bem, antes de tudo, quero dizer o quanto admiro seu trabalho e, apesar de admirá-lo tanto, ainda não tive a oportunidade de vê-lo tocar. Você vinha sempre na Getsêmani aqui em BH - digo vinha porque não tenho notícias de que tenha vindo nos últimos meses - mas, infelizmente não pude comparecer. Divulgue para nós, visitantes assíduos de seu blog, sua agenda de shows para que possamos acompanhá-lo. Agora, com relação à sua crônica, realmente foi muito acertada a decisão do supremo. O problema é que o povo tem memória muito curta ou nem toma conhecimento dos acontecimentos no país. Torçamos para que o povo saiba escolher bem seus governantes. Que Deus possa continuar te abençoando abundantemente em nome do Senhor Jesus. PS: Se não se importa, postei um link de seu blog no meu. Caso você possa, dê uma passada por lá. Meu endereço é cwtek.blogspot.com. Será um prazer ter um comentário seu no meu blog. Um abraço e até logo.
Oi meu querido poeta! Espero q sim,q o povo caia em si e entenda de uma vez por todas q se um politico tenta comprar o seu voto é q definitivamente ñ merece ser eleito. É a prova de q ele ñ poderia ser pior... E mais q nada fico muito orgulhosa de vc (como sempre) por reconhecer o valor do nosso Excelentissimo Presidente da Republica.Enfim, posso dizer q estou feliz com um presidente. Sou muito orgulhosa do meu presidente, e com a imagem do governo no esterior.
Bjo.
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